segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Livros de papel
Ok, ok... Temos que nos adaptar aos novos tempos mas...
Eu preciso do meu ritual de leitura, abrir um livro, sentir seu peso me faz entrar na aura da história, mergulhar no imaginário da narrativa, é como o check-in de um avião sem o qual não posso embarcar.
Por isso, só me resta suplicar: Não deixem de publicar livros em papel!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Os Três Mosqueteiros

Ontem fui no cinema assistir ao novo filme dos três mosqueteiros.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O livro desaparecerá?
“O livro é uma extensão do pensamento.”
Penso que o caso dos livros é parecido com o caso da música, acabar com os livros é diminuir os lucros daqueles que produzem, é lógico que é mais vantajoso e econômico não ter que gastar com produção de papel, mas a escrita sem o papel se torna abstrata, mais difícil de ser conservada, no futuro, vão existir novas formas de
reprodução de mídia, e aquilo que não está reproduzido em papel mas sim em bytes pode ser perdido.
Imagine um busca arqueológica futura, quando não existirem mais os reprodutores de cartões de memória e cd’s, como será possível recuperar aquilo que foi perdido?(Seria como tentar entender uma linguagem que não existe mais, temos resquícios dela no momento em que vivemos mas muitas coisas foram adaptadas, modificadas, incorporadas por outras culturas).
É complicado pensar que o livro desaparecerá, mas não impossível, os papiros e pergaminhos deixaram de ser produzidos, os códices tornaram-se obsoletos e o livro provavelmente tornar-se-á desatualizado, antigo.
Engraçado pensar em “como os antigos livros” tal qual diz-se de “os antigos códices” ou “os antigos pergaminhos”, o livro sempre foi algo passageiro, cheio de simbolismos e as bibliotecas sempre foram e serão tratadas como templos do conhecimento. Os livros não deixarão de existir, as bibliotecas continuarão lá, mas tornar-se-ão obsoletas.
domingo, 31 de julho de 2011
A Anorexia

O culto da beleza física se estabeleceu através dos séculos, exaltando a simetria do corpo e a luminosidade das formas.
O fato é que cada época teve seu ideal de beleza, vide as estátuas gregas que exaltavam os músculos, as pinturas renascentistas, que exaltavam a fartura e as atuais modelos que exaltam a magreza.
Nosso padrão de beleza atual é perseguido ainda mais arduamente por um grupo de pessoas, geralmente adolescentes do sexo feminino com um transtorno psicológico, a anorexia.
Essa doença de causa ainda misteriosa e tratamento difícil atinge cerca de 0,5% da população mundial e causa morte em cerca de 10% das internações para tratamento da doença por: suicídio, inanição ou desequilíbrio dos componentes sanguíneos.
Estudos recentes indicam que a causa da anorexia pode estar ligada a pressão cultural e familiar com relação ao estereótipo da magreza. O fato é que se isso não causa a doença, acaba agravando os sintomas.
Portanto é necessário investir em uma mudança cultural com relação a magreza e ao estereótipo da beleza, não se pode continuar cultuando algo que mata tanta gente de uma forma tão trágica quanto morrer de fome ou que por vezes causa danos físicos e psicológicos tão grandes que duram a vida toda.
Conclui- se com isso que o culto a beleza e a forma física não é algo recente mas sim adquirido de culturas anteriores e que é necessário investir mais em uma cultura de autoaceitação para que menos pessoas venham a desenvolver transtornos psico-alimentares.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Gente é para brilhar!
Hoje se exige muito mais das pessoas do que a 500 anos atrás, diz-se nas escolas, lares, entre outros, ás crianças e jovens que sejam perfeitos, gênios ou pelo menos o melhor em tudo aquilo que fizerem.
Acontece que nem todos podem ser gênios ou perfeitos e isso faz parecer incabível que escolas, por exemplo, exijam dos alunos que eles queiram ser os melhores sempre, ignorando as conseqüências dos seus próprios atos e gerando neles(os alunos) além de supercompetição, raiva e frustração quando não alcançam seus objetivos.
Na realidade, (se o mundo fosse justo, é claro!) o certo seria : família e escola exigirem dos alunos, ao invés de sempre serem os melhores, a total dedicação em tudo aquilo que fizerem (se é para fazer, que faça bem feito) pois assim os resultados vêm automaticamente.
Apesar de terem praticamente o mesmo significado (querer o melhor e dar o melhor de si), o sentido da frase é quase o mesmo mas o efeito que a mudança de palavras faz é quase mágico. Pois, quando se diz isso (dê o seu melhor), se retira o peso das costas da pessoa e a pressão a que ela iria se sujeitar some, isso causa um resultado igual, senão melhor do que exigir a perfeição.
Deve-se, portanto, pensar duas, três, mil vezes antes de exigir a perfeição de alguém por que uma pessoa só vai conseguir brilhar quando der o melhor de si, e afinal, gente é para brilhar!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Redação ENEM 2010
O TRABALHO COMO FORMA DE DIGNIFICAR O HOMEM
Disse Karl Marx,certa vez, que a força de trabalho é a única posse verdadeira de um proletário; disse também, que essa força era intensamente explorada pelo empregador detentor dos meios de produção.
Muitos dizem, porém, que essa teoria não aplica-se mais á realidade mundial como descrição das relações de trabalho. Marx foi um gênio para sua época,certamente, mas o que ele não esperava da sociedade era que no futuro todos seriam burgueses. Atualmente, não existe apenas um detentor dos modos de produção, o mesmo pai de família que bate ponto em uma firma todos os dias emprega uma doméstica dentro de sua casa.
Dessa forma, pode-se dizer que as diferenças entre trabalhador e empregador foram abolidas, gerando novos métodos de analisar essa relação. Por exemplo, o homem moderno não é mais escravo do patrão, mas sim do próprio trabalho a partir do conceito: “time is Money”-predominante no século XX.
Tais conceitos se devem ao fato de que tornar-se funcionário fez o ser humano diferenciar-se dos outros animais existentes. A força motora virou sua moeda de troca e o homem passou a ser escravo do emprego ao longo dos séculos.
Portanto, pode-se afirmar que ao longo do tempo o trabalho foi cada vez menos dignificando o homem, passou de objeto de exploração a explorador em menos de um século e corrompeu em si o próprio conceito de liberdade.
domingo, 21 de novembro de 2010
It's Just?
O que você quer dizer com isso? Se não se pode... Nenhum amor é amor se não se sofre! Nenhum romance é poesia frente ás dificuldades, é só sofrer, sofrer, sofrer... É só amar, amar, amar... It’s Just Love,Love , Love...
A dor não dói só diretamente na alma, dói no espírito, no nosso ego interior, na nossa vaidade, e essas dores são as dores mais difíceis de suportar.
Ele está envergonhado comigo, não de mim, mas dele mesmo, que fez uma escolha e está com medo de me magoar. Infelizmente eu acho que ele não vai conseguir segurar sua decisão por muito tempo, porque nem ele estava muito certo do que queria, nem eu estou muito certa de aceitar, mas eu concordo com ela (a decisão), também acho que era a coisa mais certa a fazer, e fico feliz que tenha sido ele que tenha tomado essa decisão pois há tempos eu já pensava em tomá-la, mas não sabia se teria coragem de a fazer.
Minha dor é não ter podido viver esse amor, como todos os outros que senti, já não sou tão segura de mim quanto antes. Eu esperava, porém, que a amizade continuasse... Sei que é ingenuidade da minha parte, e que eu tinha quase certeza de que isso não aconteceria, mas não posso dizer que não me magoei, a vida é cheia de decepções mas eu não esperava nessa parte, aliás eu nem queria me envolver com aquele pessoal de lá, eu sabia que era furada... Eu tinha certeza que era furada... Ainda mais com quem eu me envolvi, apesar de me surpreender, e eu achar isso especial e diferente de tudo que eu já vivi, eu sabia que a situação não era favorável para mim, de todas as formas. Mas não posso dizer que eu não sofri, apesar de eu não ter esperanças, eu nunca tive esperanças, eu só gostava de tê-lo ao meu lado, como um aconchego, como algum lugar pra onde eu pudesse escapar.
Eu pedi para Nossa Senhora que ele me deixasse em paz....
Ela rogou por mim...
[Não sei se me arrependo.
Melhor deixar assim...]
Seja como Deus quiser.
Existem pessoas que encontram no amor todas as soluções possíveis, ou pelo menos buscam... Mas as coisas não são dessa maneira, basta olhar para o rosto daqueles que julgam estar apaixonados, nem sempre as coisas acontecem como eles querem.
(8 de maio de 2010)
Lazzy
terça-feira, 9 de novembro de 2010
SEM sentido
Ilusão
domingo, 31 de outubro de 2010
Carol
Carol
Na vida às vezes temos escolhas a fazer, algumas são simples, como escolher a marca da manteiga no supermercado ou se prefere Toddy ou Nescau, outras são complexas e mudam o rumo da nossa existência.
Escolhestes ser escoteira, juraste perante sua promessa ser a honra maior que tua própria vida.
Por isso estamos hoje aqui, por que os laços que nos uniram naquilo que significa ser escoteiro são laços realmente fortes, capazes de unir nossos corações em um só propósito: o de fazer e ser o melhor possível.
Estes laços que hoje queremos renovar e tornar eternos.
Carol, menina pequenina, mas com um coração maior que todos os escoteiros em fila indiana, com um espírito alegre e que ri de tudo, das coisas mais simples até a piada mais engraçada.
A sua presença completa qualquer ambiente, qualquer acampamento, mas não qualquer tropa! Só a nossa!
Carol, alegria dos piadistas sem criatividade, não deixa passar uma graça sem um sorriso!
Você é a taquara que faltava na nossa pioneiria, a cozinheira pra fazer a massa, o espeque da nossa barraca, o lenço do nosso uniforme.
A escoteirinha favorita da nossa tropa sênior.
“Nunca te sinta só, triste ou amargurada, pois é na queda que os rios ganham força.” – e nós com certeza estaremos lá fazendo um rapel ou apenas tomando um banho de cachoeira pra te resgatar.
Queremos neste dia tão especial te desejar tudo de bom e que a tua vida seja cheia de conquistas, aventuras amores e alegrias e sempre guarde as lembranças daquilo que vivemos em seu coração. E saiba que pode contar sempre com esta tropa “especial” para o que der e vier.
A gente não pôde trazer o Bozo pra dançar a valsa contigo, mas enfim... a gente tá aqui.
UMA VEZ ESCOTEIRO, SEMPRE ESCOTEIRO.
DA SUA “QUERIDAA”...
TROPA SÊNIOR GUARANI
SELVA!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
O Beijo
terça-feira, 15 de junho de 2010
A mistura da brasilidade
O brasileiro é um personagem definido como o perfeito “herói imperfeito”, talvez por isso seja mais fácil defini-lo como o fanfarrão Zé Carioca do que com qualquer outro personagem da nossa literatura.
Nietzsche disse, certa vez, que a observação psicológica está entre os expedientes por meio dos quais podemos aliviar a carga de viver, Machado de Assis, concordava com suas palavras, seguindo, mais do que qualquer outro na literatura brasileira, essa filosofia em sua escrita. Por isso, os personagens machadianos podem ser considerados os que melhor definem a sociedade,não somente de sua época, mas de todas as épocas. A literatura machadiana mostrava nos perfis psicológicos um “quê” de universal, era pura e simplesmente de análise daquilo que o escritor via, refletido nas páginas de suas obras.
Talvez assim, possamos considerar injustiça constar somente um de seus personagens na lista dos que melhor definem o perfil de nossa sociedade, por exemplo, a cálida Capitu, a mulher perfeita ou a perfeita mulher? Tem em sua descrição um ar de mistério, uma sensação de cobiça estranha, algo tão comum na maioria das mulheres, mas que poucos autores souberam descrever com tamanha maestria.
O próprio Bentinho, estranho, ingênuo, submisso, é capaz de descrever tantas pessoas quanto imaginarmos ser possível; mais do que isso, a sua imagem e semelhança temos o próprio Brás Cubas de Machado, a encarnação profunda da solidão, prova sem escrúpulos de que a traição está enraizada na alma humana, e que os seres são capazes de arriscar quase tudo por uma paixão.
A verdade, a mais cruel das verdades, é que o ser humano pode adquirir muitas faces, personalidades, gênios; podemos escrever sobre qualquer tipo de ser antrópico, por mais improvável que seja, e certamente estaremos descrevendo alguma pessoa vivente deste mundo. Na realidade brasileira, não é diferente, encontramos nas ruas pessoas de tão distintas raças, cores, credos, que em termos de personalidade encontramos dificuldades em achar duas criaturas iguais.
Mesclando tudo isso, pode ser dito que qualquer Brás Cubas,Peri, Ana Terra e Capitu, descreve a personalidade de um entre tantos irmãos de nacionalidade que possuímos, ou alguém dirá que não tem em si algum traço de Macunaíma? Assim, juntando todos esses personagens em um liquidificador gigante, talvez um dia seja possível montar uma esquete do que Deus definiu como o que seria a brasilidade.
Portanto, a observação psicológica e o desejo de aliviar a carga de viver fazem os autores definirem em sua escrita a realidade que seus olhos percebem, assim, encontramos todos os tipos de personalidades refletidas na literatura, pois o ser humano pode adquirir muitas personalidades, então, somente se for possível juntar todas essas descrições encontraremos a personalidade de uma nação.